Vamos fazer assim galera toda vez que vocês recusarem uma sacola plastica venha no meu site ou no site Planeta Sustentavel, e clique para saber como anda nossa consiencia
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Mais de 40 milhões se prostituem no mundo
Uma pesquisa feita em 24 países incluindo o Brasil revelou que no mundo tem mais ou menos 40 milhões pessoas que se prostituem. Mais como tem tantas prostituas no mundo? Simples pessoas (principalmente mulheres) se vendem por ae para comprar drogas, e esse acontecimento esta cada vez mais acontecendo mais cedo, uma pesquisa diz que a partir dos 10 anos, crianças entram no mundo das drogas. Então se tem prostituta tem droga(quase sempre). Ae vem uma pergunta se acabar com as drogas, acabaria com as prostituas? Isso ninguém sabe ao certo.
Gustavo Bezerra de Alencar, quarta feira 18/01/12.
Agora que vocês leram minha crônica, quero que vocês ler a reportagem do G1. que irei postar.
Gustavo Bezerra de Alencar, quarta feira 18/01/12.
Agora que vocês leram minha crônica, quero que vocês ler a reportagem do G1. que irei postar.
Mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente, segundo um estudo da fundação francesa Scelles, que luta contra a exploração sexual. A grande maioria (75%) são mulheres com idades entre 13 e 25 anos.
O relatório analisa o fenômeno em 24 países, entre eles França, Estados Unidos, Índia, China e México e diz que o número de pessoas que se prostituem pode chegar a 42 milhões no mundo. O estudo revela ainda que 90% delas estão ligadas a cafetões.
O documento também analisa a questão da exploração sexual por redes de tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório, o maior número de vítimas está concentrado na Ásia, que representa 56% dos casos.
Exploração de crianças
A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o 'Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual - A prostituição no coração do crime organizado', publicado em um livro.
A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o 'Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual - A prostituição no coração do crime organizado', publicado em um livro.
E quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano são crianças e jovens com menos de 18 anos.
'Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente', diz o documento. Estima-se que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.
Tráfico de mulheres brasileiras
O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo.
O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo.
'O elemento marcante, na Europa, é a multiplicação de prostitutas vindas de países diversos, normalmente controladas por quadrilhas que as fazem circular por todo o continente', afirma.
O estudo da fundação francesa afirma, com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime, que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando. O documento não revela, no entanto, números em relação a esse crescimento.
'Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.'
'Se a maioria das prostitutas na Europa são de países do leste europeu e de ex-repúblicas soviéticas, a predominância desses grupos parece estar diminuindo no continente', diz o relatório, acrescentando que paralelamente a isso o número de brasileiras estaria aumentando.
Em dezembro passado, a polícia espanhola desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha dezenas de menores brasileiras sob cárcere privado.
Eventos esportivos e prostituição
O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição.
O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição.
'Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual', afirma o relatório.
Segundo o texto, essas grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas 'aumentem a oferta' de prostitutas.
Na África do Sul, por exemplo, 1 bilhão de camisinhas foram encomendadas pelas autoridades para enfrentar eventuais riscos sanitários durante a Copa do Mundo em 2010.
O número de prostitutas no país, estimado em 100 mil, aumentou em 40 mil pessoas durante o evento.
Internet
Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo.
Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo.
'As redes de cafetões agora recrutam pessoas em redes sociais como Facebook e Twitter', diz o estudo, citando um caso na Indonésia em que as autoridades prenderam suspeitos de aliciar jovens estudantes no Facebook e no Yahoo Messenger.
Nos Estados Unidos, a maioria das menores prostitutas são recrutadas por cafetões no site Craiglist, de anúncios, diz o estudo.
'Os cafetões fazem falsas propostas de trabalho como manequim e utilizam as vítimas para recrutar outras jovens.'
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
26.619 metros cúbicos se perdem da flora do MT
as infrações cometidas contra a flora mato-grossense no ano de 2011 geraram uma cifra milionária em multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Ao todo, foram lavradas autuações que superaram meio milhão de reais (R$ 696.802.758,80). Na lista das agressões praticadas aos diferentes tipos de vegetação estão os desmatamentos ilegais, queimadas e também o transporte ilegal de madeira, segundo o órgão. O número faz parte de um balanço apresentado pela superintendência do Ibama no estado.
"Em Mato Grosso o que mais motiva as multas é a infração cometida contra a flora", citou Eduardo Engelmann, chefe do setor de fiscalização. Ao todo, foram 1.359 autos de infração lavrados pelo órgão ambiental na unidade federada, conforme apontou o balanço. O exercício de atividades ilegais, como o desmatamento, provocou o embargo de 59.927,752 hectares em Mato Grosso.
Além de multas e embargos, as operações realizadas pelo Instituto Brasileiro na repressão aos crimes e infrações ambientais acarretaram ainda na aprensão de madeira, veículos e equipamentos utilizados para a prática. No estado, o volume total de madeira em tora apreendida somou 26.619 metros cúbicos, enquanto a de serrada alcançou 6.855 metros cúbicos.
Segundo o órgão, 20 tratores que auxiliavam no processo de derrubada das matas foram apreendidos, ao lado de 31 caminhões e outras 42 motosserras. Os dados são referentes ao período compreendido entre 1º de janeiro a 20 de dezembro de 2011.
Conforme Engelmann, uma característica marcou as ocorrências de desmate . "Acaba sendo mais comum onde a pessoa faz a extração das árvores em pontos onde não tem nenhuma autorização. É uma área particular de outra pessoa, ou uma área pública de estado", frisou.
Árvore de 3,5 mil anos pega fogo
ÁRVORE DE 3,5 MIL ANOS PEGA FOGO NOS EUA.
Uma árvore de cipreste, com 3,5 mil e tida como uma das mais velhas do mundo, pegou fogo no começo da segunda-feira (16) em um parque localizado em Longwood, no estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Conhecida como "O Senador", a planta tinha quase 36 metros e ficava dentro do Big Park Tree. Após falhar em tentar salvar a planta, os bombeiros locais afirmaram não saber o que motivou o incêndio.
Sacolas Reutilizáveis
A campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, da Apas - Associação Paulista de Supermercados, que visa conscientizar a população para a importância de substituirmos as sacolas descartáveis por reutilizáveis na hora das compras, continua com força total.
A mais nova ação do movimento é a confecção de sacolas reutilizáveis gigantes - feitas com materiais reciclados, em parceria com a ONG Projeto Arrastão e a empresa ATTACK Intervenções Urbanas, do artista plástico Eduardo Srur -, que ficarão espalhadas pelas ruas da cidade de São Paulo até 16/02.
Com cerca de quatro metros de altura, as retornáveis gigantes foram colocadas em pontos estratégicos da capital, onde o movimento de pessoas é grande - como, por exemplo, o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.
A intenção da Associação é educar a população para o uso das sacolas reutilizáveis, ao invés das populares descartáveis, e prepará-la para o acordo voluntário firmado entre a Apas e as três principais redes varejistas do país - Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart -, além dos governos de mais de cem municípios paulistas, que prevê a substituição das descartáveis por alternativas mais ecológicas, em todas os supermercados do Estado, a partir de 25/01.
Minha Opinião: Todo mundo já sabe que é bom reutilizar sacolas plasticas, mais por que a população não faz isso?? Por que tem pessoas que pensam eu estou vivo então se dane planeta!!
Mais isso não é um comportamento que se indique, então vamos a partir de hoje, vamos reutilizar sacolas plasticas.
Gustavo Bezerra de Alencar; terça feira 17/01/12
A mais nova ação do movimento é a confecção de sacolas reutilizáveis gigantes - feitas com materiais reciclados, em parceria com a ONG Projeto Arrastão e a empresa ATTACK Intervenções Urbanas, do artista plástico Eduardo Srur -, que ficarão espalhadas pelas ruas da cidade de São Paulo até 16/02.
Com cerca de quatro metros de altura, as retornáveis gigantes foram colocadas em pontos estratégicos da capital, onde o movimento de pessoas é grande - como, por exemplo, o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.
A intenção da Associação é educar a população para o uso das sacolas reutilizáveis, ao invés das populares descartáveis, e prepará-la para o acordo voluntário firmado entre a Apas e as três principais redes varejistas do país - Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart -, além dos governos de mais de cem municípios paulistas, que prevê a substituição das descartáveis por alternativas mais ecológicas, em todas os supermercados do Estado, a partir de 25/01.
Minha Opinião: Todo mundo já sabe que é bom reutilizar sacolas plasticas, mais por que a população não faz isso?? Por que tem pessoas que pensam eu estou vivo então se dane planeta!!
Mais isso não é um comportamento que se indique, então vamos a partir de hoje, vamos reutilizar sacolas plasticas.
Gustavo Bezerra de Alencar; terça feira 17/01/12
Fim do Mundo
Todo mundo sabe que o mundo um dia vai acabar, isso é fato. Mais ninguém sabe ao certo quando vai ser, por isso cientistas estão tentando "estipular" o tanto de anos de vida que temos.
Na antiga profecia maia acreditam que no ano de 2012 o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro, essa profecia já fez muitas pessoas ficarem com medo do acontecimento. Mais pessoas do México que continuam com a tradição Maia, dizem que o mundo não vai acabar em 2012 e sim o mundo que conhecemos vai acabar. Mais sera que isso tem logica?? Um pouco sim por que segundo a profecia o mundo iria entrar em crise, e nos nunca estivemos tão em crise como estamos ultimamente ao mesmo tempo: superpopulação,fome,pobreza e etc. Mais pense se voltar no tempo verá que grandes civilizações entraram em colapso quando atingiram o auge intelectual e tecnológico. Mais em um só acontecimento faria elas desaparecerem da face da Terra,deixando apenas perguntas sem respostas e um grande mistério.
Gustavo Bezerra de Alencar, terça feira 17/01/12.
Brasfoot 2011-2012
Essa postagem não é nada minha, mais eu estou postando aqui para falar um pouco sobre o jogo Brasfoot, nesse jogo você é uma especie de treinador e diretor do seu próprio time, você quem escala, quem faz as negociações, quem decide se vai aumentar o estádio ou não. Você vira o dono do time.
O jogo tem duas versões a versão demo nessa versão você pode ver como é o jogo treinando em um clube de 4 divisão ou Brasileira ou Espanhola, e na segunda versão que é a versão quem tem registro, você pode virar treinador de qualquer clube do mundo que você tenha o Patch. Fiz uma breve analise do jogo Brasfoot e estou pedindo a vocês para olharem o site http://twitterbrasfoot.blogspot.com para conseguir coisas para o seu brasfoot. Galera muito obrigado por ler minha analise, postem comentários.
Gustavo Bezerra de Alencar, terça-feira 17/01/12
Madeira apreendida em MT vira matéria-prima em hospital.
Madeira aprendida em MT vira matéria-prima em reforma de hospital.
Madeira aprendida em MT vira matéria-prima em reforma de hospital.
Antigamente as madeiras aprendidas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) ficavam em quadras, ou depósitos esperando ficar podre para poder jogar fora, mais um projeto inovador que aconteceu no Mato Grosso, pode virar projeto para o país todo, as madeiras aprendidas pelo IBAMA vão virar matéria-prima em hospitais, delegacias, e etc.
Um projeto que já era pra ter sido feito a mais tempo, mais nesse projeto não é tudo bom não, tem seus lados ruins, como no ano de 2012( o que ano que estamos) o IBAMA não pode doar essa madeira, por que é ano eleitoral, mais esse projeto volta normalmente no ano de 2013.
Gustavo Bezerra de Alencar terça-feira 17 de janeiro de 2012
Agora Leia a reportagem do G1
Madeiras apreendidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) em Mato Grosso, antes suscetíveis ao apodrecimento em pátios, têm sido usadas em uma série de obras realizadas em diferentes municípios do estado e até mesmo fora da unidade da federação. Elas foram doadas após serem cumpridos todos os trâmites relacionados à ampla defesa dos autuados e andamento de processos administrativo e criminal. Em valores, os bens superam a cifra dos milhões.
Somente a regional do órgão que fica em Juína, cidade distante 737 km de Cuiabá, encaminhou para a doação um total de 22.386,36 metros cúbicos de madeira em 2011. O material destinou-se principalmente ao atendimento de demandas em instituições das cidades que estão sob jurisdição da regional, além de prefeituras. Em valores, os mais de 20 mil metros cúbicos representaram R$ 9,1 milhões.
Conforme explica Johnny Alex Drehmer, gerente executivo do Ibama em Juína, as doações são referentes a processos iniciados no ano passado ou mesmo em outros anos, mas que em 2011 tiveram desfecho. "A maioria das apreensões ocorre em pátios de madeireiras. Outra parte durante o transporte, além de ocorrer ainda no mato, quando detectamos a extração ilegal. Essas doações foram as administrativas, mas temos também as efetivadas pelas comarcas estaduais, quando o Ministério Público Estadual sugere a doação e o juiz acata e determina", explicou, ao G1.
Ao todo, foram 14.486,38 metros cúbicos de madeiras em toras e 7.899,98 metros cúbicos de madeiras serradas doados em 2011. Na lista das espécies estão, por exemplo, Ipê, Cumaru, Cupiuba, Garrote, Garapeira, Peroba, Cedrinho, Cambará, Cerejeira, Jequitibá, Tauari, Caixeta. Se somadas as doações administrativas de 2011 e as doações judiciais acolhidas nos julgamentos do ano passado, foram mais de 33 mil metros cúbicos de madeira encaminhados para instituições.
Em Juína, a prefeitura da cidade decidiu empregar a madeira recebida para fabricação de móveis para as escolas e também para a reconstrução de pontes. "Ainda temos reserva dessa madeira e a utilizamos de acordo com a necessidade", disse o prefeito Altir Antônio Peruzzo. O gestor estima uma economia na ordem de R$ 1 milhão a partir da doação. "Se fôssemos ter que comprar, gastaríamos isso", acrescentou.
Em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, a Associação dos Idosos também recebeu doações de madeira. De acordo com o presidente da entidade, Nelson Bigaton, o material será revertido na construção de um centro de convivência. A destinação para a localidade ocorreu por meio do Ministério Público.
De acordo com o gerente do Ibama em Juína, as doações ocorrem mediante pedidos e cumprimento de requisitos. "As entidades devem apresentar um plano de uso para receber a madeira. Elas geralmente são usadas para reforma em escolas, estruturas de prefeituras, associações, carteiras escolares, móveis de repartições públicas, além de pontes", frisou Johnny Alex Drehmer.
No Sul
Madeira apreendida na regional de Sinop é utilizada em obra de reforma de hospital gaúcho (Foto: Divulgação/Prefeitura)
Em São Domingos do Sul, no Rio Grande do Sul, a reforma de um hospital do munícipio ocorre mediante emprego da madeira doada pelo Ibama, da regional de Sinop, a 503 km de Cuiabá. Foram 103 metros cúbicos encaminhados à cidade gaúcha, representando cerca de R$ 50 mil em valores.
Em entrevista ao G1, o prefeito Edílio Capoani explicou que a Secretaria Estadual de Saúde havia exigido a reforma da unidade e que a madeira doada barateou a obra. “A doação vinda de Mato Grosso barateou a obra em 20%, algo em torno de R$ 150 mil”, contou o gestor. De acordo com o prefeito, o hospital foi construído há mais de 50 anos e será ampliado em 300 metros. Devem permanecer os 25 leitos da unidade. Porém, os leitos serão transformados em apartamentos para atender aos pacientes.
"A doação ajudou muito, com toda a certeza. Até porque sem essa doação a gente ia sofrer um ano a mais para fazer tudo e em abril deste ano a obra já vai estar concluída. Nós teríamos que lutar muito mais para garantir os recursos para a reforma”, salientou o prefeito, ao G1.
Além da prefeitura gaúcha, prefeituras de vários municípios solicitaram doação de madeira junto à gerência de Sinop. Os pedidos vieram das cidades de Marcelândia, Nova Ubiratã, Cláudia, União do Sul, Santa Carmen e Alta Floresta. A prefeitura de Sinop, por exemplo, elaborou projetos pelos quais pleiteia a madeira para obras em escolas, pontos de ônibus e construção de quiosques.
A mesma gerência do Ibama foi responsável ainda pela doação de madeira utilizada na obra da Embrapa em Sinop. "Calculamos que 90% da madeira usada na obra da Embrapa foram encaminhadas pelo Ibama. Foram mais de dois mil metros cúbicos doados", falou Evandro Carlos Selva, do Ibama de Sinop. De acordo com o instituto, para receber os bens apreendidos, órgãos e entidades devem encaminhar ofício ao Ibama.
Doação de madeira em tora somou 7.945,23 m³
(Foto: Paula Andreia Ennes)
O trâmite
Duas podem ser as formas de doação de madeira pelo Ibama. Elas dependem da circunstância em que o bem é apreendido. Se for na chamada etapa 'sumária', quando fiscais do órgão identificam que a madeira é clandestina (transporte ilegal, fruto de extração irregular, sem documentação), ela pode ser revertida de imediato.
Mas na chamada doação administrativa faz-se necessário o cumprimento de trâmites. "O Ibama lavra o auto de infração e havendo madeira ilícita, a apreende. A cópia desse procedimento administrativo vai para o MPE apurar se houve cometimento de crime ambiental. Ou seja, começa a correr contra o infrator o processo administrativo (Ibama) e o processo criminal (MPE)", salientou Drehmer.
Com o processo instruído no Ibama, é assegurado ao autuado o direito à ampla defesa e contraditório. Ao ser concluído, o caso entra em pauta para julgamento, quando se determina a aplicação da penalidade de perdimento da madeira. O grupo tem autonomia para verificar se a madeira está em estado para doação e, a partir disso, ela é entregue para as instituições.
2012
Em 2012, em função do ano eleitoral, o Ibama deve ficar impossibilitado de promover doações de madeiras, voltando o procedimento a ser normalizado em 2013.
O que fazer quando acaba a madeira???
O que fazer quando acaba a madeira?
Poucas pessoas pensam nesse caso mais já faz mais de 38 ano explorando a madeira da floresta amazônica e ninguém do governo tentou pelo menos parar com a exploração, as únicas pessoas que tentam são as ONGS(Organização Não Governamental) e o que os coronéis fazem?? Matam as pessoas que querem deixar algo para os nossos filhos, por que se não tiver madeira não terá: mesas, guarda-roupas, racks, estantes e etc. Agora a reportagem que vocês irão ler é do site Planeta Sustentável Abril.
São 38 anos explorando madeira na Amazônia. E seu Manoel se lembra do tempo em que não sabia o que estava fazendo. Começou moço, como operador de máquinas pesadas, no início dos anos 1970. Naquela época, o governo federal incentivou a ocupação da região e sua integração ao mercado doméstico. Manoel Barbosa, à frente de tratores do tamanho de prédios, entrava na mata e dava às árvores mais altas o destino que lhe convinha. "Caíam para o lado que eu queria", recorda. Rodou toda a região, sentindo sempre um gosto amargo indecifrável quando jogava ao chão mais um cedro, ipê ou mogno. Até que, no início dos anos 1990, foi trabalhar para uma organização não governamental sediada em Paragominas, no nordeste do Pará. Ali, se deu conta do que estava fazendo.
Agora seu Manoel está à beira de uma estrada de terra que ele mesmo ajudou a abrir em uma propriedade particular localizada em Paragominas, cidade que já foi considerada a síntese da destruição da floresta e hoje é modelo de desenvolvimento sustentável para os municípios da Amazônia. Rodeado pela mata, veste o uniforme da organização especializada em manejo florestal para a qual trabalha: calça verde, camisa laranja de mangas compridas, botas de cano longo e capacete. À sua direita, uma árvore de uns 15 metros de altura chama a atenção. Não pelo tamanho, mas pela grande marca no tronco, uma lasca arrancada do chão até uns 3 metros acima. "Eu que fiz isso", assume. "Vim abrir caminho com o trator e arranquei uma ponta da raiz." Foi um acidente. Extensa e profunda, a raiz partida reagiu feito elástico esticado, ricocheteou na própria árvore e arrancou a lasca do tronco. Não chegou a ameaçar fisicamente o motorista do trator, mas ele acusou o golpe: "Doeu em mim".
A nova consciência na relação com os recursos naturais não chegou apenas a seu Manoel. Quem vai hoje a Paragominas depara com uma cidade limpa e bem cuidada - cenário incomum no interior da região Norte. Na zona central, carros novos circulam pelo asfalto impecável, os motoristas não precisam de semáforo para dar passagem aos pedestres nas faixas e os moradores podem relaxar no parque ambiental após a jornada de trabalho. Nas praças, o calor é amenizado pela sombra das árvores, adornadas de canteiros floridos. "As flores eram roubadas toda semana", conta o atual prefeito, Adnan Demachki, "mas insistimos e as pessoas entenderam que aquilo já pertencia a elas." A educação no trânsito foi mais objetiva. Desde o fim de 2007, multas são aplicadas a quem não para na faixa (São Paulo, a cidade mais rica do país, empregou a mesma regra em agosto de 2011).
Paragominas era uma cidade decadente em 1994, quando a ONG Tropical Forest Foundation criou uma subsidiária na Amazônia (mais tarde, o nome seria mudado para Instituto Floresta Tropical, abreviado para IFT). A área urbana inspirava abandono e visitantes eram vistos com desconfiança. Na zona rural, marcada pelo desmatamento ilegal, eram comuns assassinatos e ameaças, disputas por posse da terra e trabalho escravo - não por acaso, o lugar recebeu o apelido de "Paragobalas". Durante o período de seca, de tão constantes os incêndios, ficava difícil até respirar. "Os olhos ardiam e a nuvem de fumaça criava problemas para os pilotos de avião", recorda-se Demachki. Mas a escolha do IFT não foi um acaso: o centro de estudos, localizado em uma fazenda da madeireira Cikel, está ali porque, nos anos 1980, Paragominas havia sido o principal polo madeireiro do mundo tropical e concentrava o maior número de serrarias do planeta.
Muito dinheiro circulava. Baseada na exploração predatória de madeira, a atividade econômica promoveu rápido crescimento. "Esse foi o modelo em muitos municípios da região", explica Beto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). "O problema é que, com o tempo, a madeira acaba e a terra passa a ser utilizada para a agropecuária, que não mantém a mesma geração de renda e empregos."
A floresta também pagou o preço. Quase 9 mil quilômetros quadrados de mata foram perdidos. Ainda assim, com 20 mil quilômetros quadrados de área (pouco menor que Sergipe), o município conta com um remanescente florestal considerável: 66% de seu território. Em um sobrevoo, o tapete formado pela copa das árvores engana. "Não é floresta intocada, mas uma mata da qual foi retirada boa parte das árvores com valor comercial", explica Fábio Niedermeier, da organização The Nature Conservancy (TNC), contratada pelo Sindicato dos Produtores Rurais para elaborar um diagnóstico ambiental das propriedades.
Os excessos do passado culminaram na entrada de Paragominas, em janeiro de 2008, na lista negra de municípios que mais desmatam a Amazônia, emitida pelo Ministério do Meio Ambiente. As portas se fecharam para fazendeiros e empresários, que passaram a não ter acesso às linhas de crédito. Naquele mesmo ano, em fevereiro, Demachki convocou as lideranças locais para firmar um pacto pelo desmatamento zero. No mês seguinte, em março, uma ação conjunta da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança Pública e do Ibama (o órgão responsável pela execução da política nacional do meio ambiente na época) aconteceu na cidade. Chamada de Arco de Fogo, resultou em apreensão de toras, prisões e fechamento de serrarias ilegais.
Em novembro, outra operação, agora da Polícia Militar em parceria com o Ibama, intitulada de Rastro Negro, pôs fim a 120 fornos de carvão irregulares, além de apreender caminhões com toras sem origem. Inconformadas, aos gritos de "Eles se preocupam com árvore, mas não com gente!", centenas de pessoas ligadas a essas atividades incendiaram o escritório local do Ibama. As cenas correram mundo, e o ministro do Meio Ambiente na época, Carlos Minc, convocou Demachki às pressas para uma reunião em Brasília.
No Distrito Federal, a voz de Adnan Demachki chegou a embargar. Noite em claro, sem almoço e sob pressão, ele admite ter enfrentado "o dia mais difícil de minha vida". Carlos Minc comandava a reunião no gabinete, acompanhado de sua equipe. Os ministros da Justiça e da Defesa e o próprio presidente Lula não estavam presentes, mas aguardavam o desfecho daquela discussão.
Minc exigia do prefeito apoio irrestrito a uma resposta à altura do incêndio. Queria evitar que ecoasse em toda a Amazônia o recado de que era possível enfrentar (até mesmo com fogo) os representantes do poder público. Demachki, então, pediu a palavra. Falou das iniciativas que vinham sendo tomadas para conter o desmatamento e desenvolver o município e apresentou uma carta à nação, assinada por ele e por lideranças locais, na qual pedia desculpas ao povo brasileiro. Minc se irritou: "Prefeito, não me relate esse conto de fadas. Quero saber do inferno que houve lá".
Duas horas depois, os políticos saíram dali com um acordo. Na manhã seguinte, o ministro aterrissou em Paragominas acompanhado por um aparato de guerra: helicópteros, picapes e 200 homens armados, da Polícia Federal, do Exército e do Ibama. "Fechamos serrarias ilegais, realizamos prisões, demos o recado", diz Minc.
O prefeito respirou aliviado. Não bastasse a pressão externa, ele ainda tinha de lidar com a insatisfação dos paragominenses. De acordo com a prefeitura, 2,2 mil postos de trabalho foram perdidos entre 2008 e 2009. "A maioria era de atividades ligadas a desmatamento, serrarias e carvão." De janeiro de 2010 a junho de 2011, porém, 3,8 mil ofertas de empregos foram criadas.
O crescimento econômico, ao contrário do passado, não se originou em atividades clandestinas. Além disso, se sustentou em parcerias com organizações ambientais e teve impulso na descoberta de uma jazida de bauxita. "A mineração deu sobrevida a Paragominas", comenta Marco Lentini, secretário executivo do IFT. Extraída a princípio pela Vale e hoje dividida com a empresa norueguesa Hydro (dona de 60% do negócio), a exploração "atraiu uma classe média que exigiu mudanças", afirma João Elias, gerente de comunicação da Hydro.
Cativou outros perfis, também. Em 2005, a população da cidade era de 75 mil pessoas - hoje é de 100 mil. A ausência de oportunidades nos municípios do entorno trouxe uma massa de pessoas vindas sobretudo do Maranhão. Somados aos trabalhadores que ainda não haviam recuperado seus empregos, esses migrantes se converteram em problema social. Demachki então criou o projeto Mão Amiga, baseado na presença de assistentes sociais na rodoviária. "Informamos que não há empregos para todos e oferecemos a passagem de volta mais um lanche", relata o prefeito. "Mas ninguém é expulso daqui."
Durante 40 anos a atividade central em Paragominas foi a venda de madeira serrada da floresta nativa. Agora é diferente. A principal indústria local no setor, a Florapac, utiliza 100% de madeira reflorestada na produção de MDF - chapas de fibra de média densidade. "Quando começamos a plantar eucalipto e paricá, nos anos 1990, as pessoas diziam que, com tanta árvore na floresta, não tinha por que plantar mais", relata Adriano Dagnoluzzo, um dos donos.
O reflorestamento é um avanço, mas parece ser pouco. "Já temos umas 30 pequenas fabricantes de móveis", diz Demachki. O mesmo raciocínio está sendo aplicado na agricultura: a ideia é valer-se da produção de milho e soja para implantar duas fábricas de ração. Além disso, uma área e incentivos fiscais foram concedidos ao empreendedor que busca financiamento para um frigorífico de pequenos animais.
Se essas iniciativas se concretizarem, Paragominas dará um passo ainda inédito para as cidades do interior da região. "A Amazônia não tem nenhuma base econômica organizada", afirma a geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Não há formação de cadeia produtiva completa. No passado, os produtos extraídos da floresta eram enviados à Europa. Hoje, ao Sudeste do Brasil e, cada vez mais, à China. Não há industrialização nem agregação de valor."
Na tentativa de fugir dessa sina, novos empreendimentos estão em vista. Dois hotéis foram inaugurados e um shopping center está sendo anunciado. Os agricultores - que há três anos não conseguiam acessar linhas de crédito - criaram uma cooperativa e celebram o aumento da área plantada, que, na última safra de grãos, foi de 15 mil hectares.
Cultivar mais sem desmatar novas terras só foi possível graças à implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fruto da parceria entre o Sindicato dos Produtores Rurais e a TNC. Com base em imagens de satélite e visitas às fazendas, foi feito o levantamento de mais de 90% das propriedades e determinadas, em cada uma, as áreas que deveriam ser destinadas à preservação, ao reflorestamento e à agropecuária.
Já a parceria com o Imazon permite, desde 2008, o monitoramento via satélite do território. Os relatórios mensais são enviados à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que, com base nas coordenadas geográficas, vai aos locais exatos para confirmar o desmatamento. Essa prática inibiu a destruição da floresta e, aliada ao CAR, permitiu que a cidade saísse da lista negra dos municípios desmatadores em março de 2010.
A própria presença da TNC evidencia o perfil incomum de Paragominas. Em uma região marcada por conflitos entre ambientalistas e ruralistas, a organização tem uma sala no prédio do sindicato rural. "Estamos do mesmo lado", diz Mauro Lúcio Costa, líder pecuarista. "O radicalismo acaba quando a porta é aberta", completa. E nos convida a conhecer sua propriedade.
A música country vai alta no rádio. A picape branca nova sacoleja ao sabor dos buracos na estrada de terra. A meu lado, no volante, um caubói: chapéu, cinto com fivela dourada, botas de couro. Estamos a caminho da fazenda de Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais e motorista nessa viagem. Sua propriedade é tida como um modelo para os pecuaristas da região.
Nessa parte da Amazônia, a ilegalidade é fácil de ser avistada. Pouco mais de uma hora depois de deixar Paragominas, na altura da cidade vizinha de Ulianópolis, cruzamos com um caminhão carregado de madeira. Pintura em péssimo estado, pneus velhos, toras amarradas de qualquer jeito. Sobre os troncos viajam quatro homens com cara de cansados e expostos ao sol, talvez de carona para casa em algum vilarejo à beira da estrada. As condições não deixam dúvida. Costa abaixa o volume da música antes de falar: "Estão transportando madeira ilegal".
Poucos quilômetros adiante, surge outro caminhão carregado. Dessa vez, a cena é outra. Ninguém em cima da mercadoria, apenas o motorista e um ajudante na cabine. As toras são maiores, estão presas de forma segura e protegidas por lonas laterais com o logo de uma empresa. É madeira certificada, provavelmente extraída de uma área autorizada pelos órgãos ambientais.
A ironia é que ambas deverão ser transportadas para os mesmos mercados. "A madeira desta parte do Pará abastece a região Nordeste", informa Marco Lentini, do IFT. De acordo com uma pesquisa do Imazon, a indústria madeireira na Amazônia (legal e ilegal) movimentou em 2009 um total de 4,9 bilhões de reais. O Pará responde sozinho por 45% desse valor.
"Eu não sou bandido", protesta Costa. "Sou filho e neto de produtor rural. Meu avô derrubou Mata Atlântica, e meu pai, a Amazônia, e tenho muito orgulho deles, porque fizeram isso para gerar renda, emprego, desenvolvimento." Em sua fazenda, 80% da área é de floresta intocada, conforme manda a lei federal. Nos 20% restantes, dedicados à pecuária bovina, ela atingiu uma produtividade cinco vezes maior que a média amazônica, que é de 100 quilos por hectare. O segredo é o investimento na qualidade do solo, algo que Costa tem feito desde 1990. "Chamavam-me de doido quando comecei, mas não precisa derrubar árvore para aumentar a produção."
Em mais um dia no acampamento do IFT, entramos na floresta para acompanhar de perto a extração de uma árvore de uns 40 metros de altura por meio de técnicas de manejo florestal. Tudo foi planejado: a exploração da área teve autorização dos órgãos ambientais, o levantamento prévio das espécies está feito e um intervalo de décadas será respeitado até que aquele trecho seja novamente tocado. Um dos funcionários avalia o lado para o qual os danos causados pela queda serão menores. A serra elétrica é então ligada e em poucos minutos uma árvore centenária está no chão. Em seguida um trator entra na mata para rebocar a tora pesada, atropelando a vegetação. "Aplicamos técnicas de impacto reduzido, mas isso não significa que não haja impacto", esclarece Marco Lentini, "e o estrago seria bem maior na extração convencional."
Impossível não refletir sobre a interferência humana no meio natural, ainda mais quando se leva em conta que apenas 1% da madeira originária da Amazônia é retirada por meio de técnicas de manejo. Euclides da Cunha, ao viajar pelo alto rio Purus em 1905, relatou que "a impressão dominante que tive, e talvez correspondente a uma verdade positiva, é esta: o homem, ali, é ainda um intruso pertinente. Chegou sem ser esperado nem querido - quando a natureza ainda estava arrumando o seu mais vasto e luxuoso salão. E encontrou uma opulenta desordem". A Amazônia, seja nas terras destinadas à preservação integral, seja nos municípios que esgotaram seus recursos, é um projeto em andamento. E Paragominas, um capítulo distante do fim.
Agora seu Manoel está à beira de uma estrada de terra que ele mesmo ajudou a abrir em uma propriedade particular localizada em Paragominas, cidade que já foi considerada a síntese da destruição da floresta e hoje é modelo de desenvolvimento sustentável para os municípios da Amazônia. Rodeado pela mata, veste o uniforme da organização especializada em manejo florestal para a qual trabalha: calça verde, camisa laranja de mangas compridas, botas de cano longo e capacete. À sua direita, uma árvore de uns 15 metros de altura chama a atenção. Não pelo tamanho, mas pela grande marca no tronco, uma lasca arrancada do chão até uns 3 metros acima. "Eu que fiz isso", assume. "Vim abrir caminho com o trator e arranquei uma ponta da raiz." Foi um acidente. Extensa e profunda, a raiz partida reagiu feito elástico esticado, ricocheteou na própria árvore e arrancou a lasca do tronco. Não chegou a ameaçar fisicamente o motorista do trator, mas ele acusou o golpe: "Doeu em mim".
A nova consciência na relação com os recursos naturais não chegou apenas a seu Manoel. Quem vai hoje a Paragominas depara com uma cidade limpa e bem cuidada - cenário incomum no interior da região Norte. Na zona central, carros novos circulam pelo asfalto impecável, os motoristas não precisam de semáforo para dar passagem aos pedestres nas faixas e os moradores podem relaxar no parque ambiental após a jornada de trabalho. Nas praças, o calor é amenizado pela sombra das árvores, adornadas de canteiros floridos. "As flores eram roubadas toda semana", conta o atual prefeito, Adnan Demachki, "mas insistimos e as pessoas entenderam que aquilo já pertencia a elas." A educação no trânsito foi mais objetiva. Desde o fim de 2007, multas são aplicadas a quem não para na faixa (São Paulo, a cidade mais rica do país, empregou a mesma regra em agosto de 2011).
Paragominas era uma cidade decadente em 1994, quando a ONG Tropical Forest Foundation criou uma subsidiária na Amazônia (mais tarde, o nome seria mudado para Instituto Floresta Tropical, abreviado para IFT). A área urbana inspirava abandono e visitantes eram vistos com desconfiança. Na zona rural, marcada pelo desmatamento ilegal, eram comuns assassinatos e ameaças, disputas por posse da terra e trabalho escravo - não por acaso, o lugar recebeu o apelido de "Paragobalas". Durante o período de seca, de tão constantes os incêndios, ficava difícil até respirar. "Os olhos ardiam e a nuvem de fumaça criava problemas para os pilotos de avião", recorda-se Demachki. Mas a escolha do IFT não foi um acaso: o centro de estudos, localizado em uma fazenda da madeireira Cikel, está ali porque, nos anos 1980, Paragominas havia sido o principal polo madeireiro do mundo tropical e concentrava o maior número de serrarias do planeta.
Muito dinheiro circulava. Baseada na exploração predatória de madeira, a atividade econômica promoveu rápido crescimento. "Esse foi o modelo em muitos municípios da região", explica Beto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). "O problema é que, com o tempo, a madeira acaba e a terra passa a ser utilizada para a agropecuária, que não mantém a mesma geração de renda e empregos."
A floresta também pagou o preço. Quase 9 mil quilômetros quadrados de mata foram perdidos. Ainda assim, com 20 mil quilômetros quadrados de área (pouco menor que Sergipe), o município conta com um remanescente florestal considerável: 66% de seu território. Em um sobrevoo, o tapete formado pela copa das árvores engana. "Não é floresta intocada, mas uma mata da qual foi retirada boa parte das árvores com valor comercial", explica Fábio Niedermeier, da organização The Nature Conservancy (TNC), contratada pelo Sindicato dos Produtores Rurais para elaborar um diagnóstico ambiental das propriedades.
Os excessos do passado culminaram na entrada de Paragominas, em janeiro de 2008, na lista negra de municípios que mais desmatam a Amazônia, emitida pelo Ministério do Meio Ambiente. As portas se fecharam para fazendeiros e empresários, que passaram a não ter acesso às linhas de crédito. Naquele mesmo ano, em fevereiro, Demachki convocou as lideranças locais para firmar um pacto pelo desmatamento zero. No mês seguinte, em março, uma ação conjunta da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança Pública e do Ibama (o órgão responsável pela execução da política nacional do meio ambiente na época) aconteceu na cidade. Chamada de Arco de Fogo, resultou em apreensão de toras, prisões e fechamento de serrarias ilegais.
Em novembro, outra operação, agora da Polícia Militar em parceria com o Ibama, intitulada de Rastro Negro, pôs fim a 120 fornos de carvão irregulares, além de apreender caminhões com toras sem origem. Inconformadas, aos gritos de "Eles se preocupam com árvore, mas não com gente!", centenas de pessoas ligadas a essas atividades incendiaram o escritório local do Ibama. As cenas correram mundo, e o ministro do Meio Ambiente na época, Carlos Minc, convocou Demachki às pressas para uma reunião em Brasília.
No Distrito Federal, a voz de Adnan Demachki chegou a embargar. Noite em claro, sem almoço e sob pressão, ele admite ter enfrentado "o dia mais difícil de minha vida". Carlos Minc comandava a reunião no gabinete, acompanhado de sua equipe. Os ministros da Justiça e da Defesa e o próprio presidente Lula não estavam presentes, mas aguardavam o desfecho daquela discussão.
Minc exigia do prefeito apoio irrestrito a uma resposta à altura do incêndio. Queria evitar que ecoasse em toda a Amazônia o recado de que era possível enfrentar (até mesmo com fogo) os representantes do poder público. Demachki, então, pediu a palavra. Falou das iniciativas que vinham sendo tomadas para conter o desmatamento e desenvolver o município e apresentou uma carta à nação, assinada por ele e por lideranças locais, na qual pedia desculpas ao povo brasileiro. Minc se irritou: "Prefeito, não me relate esse conto de fadas. Quero saber do inferno que houve lá".
Duas horas depois, os políticos saíram dali com um acordo. Na manhã seguinte, o ministro aterrissou em Paragominas acompanhado por um aparato de guerra: helicópteros, picapes e 200 homens armados, da Polícia Federal, do Exército e do Ibama. "Fechamos serrarias ilegais, realizamos prisões, demos o recado", diz Minc.
O prefeito respirou aliviado. Não bastasse a pressão externa, ele ainda tinha de lidar com a insatisfação dos paragominenses. De acordo com a prefeitura, 2,2 mil postos de trabalho foram perdidos entre 2008 e 2009. "A maioria era de atividades ligadas a desmatamento, serrarias e carvão." De janeiro de 2010 a junho de 2011, porém, 3,8 mil ofertas de empregos foram criadas.
O crescimento econômico, ao contrário do passado, não se originou em atividades clandestinas. Além disso, se sustentou em parcerias com organizações ambientais e teve impulso na descoberta de uma jazida de bauxita. "A mineração deu sobrevida a Paragominas", comenta Marco Lentini, secretário executivo do IFT. Extraída a princípio pela Vale e hoje dividida com a empresa norueguesa Hydro (dona de 60% do negócio), a exploração "atraiu uma classe média que exigiu mudanças", afirma João Elias, gerente de comunicação da Hydro.
Cativou outros perfis, também. Em 2005, a população da cidade era de 75 mil pessoas - hoje é de 100 mil. A ausência de oportunidades nos municípios do entorno trouxe uma massa de pessoas vindas sobretudo do Maranhão. Somados aos trabalhadores que ainda não haviam recuperado seus empregos, esses migrantes se converteram em problema social. Demachki então criou o projeto Mão Amiga, baseado na presença de assistentes sociais na rodoviária. "Informamos que não há empregos para todos e oferecemos a passagem de volta mais um lanche", relata o prefeito. "Mas ninguém é expulso daqui."
Durante 40 anos a atividade central em Paragominas foi a venda de madeira serrada da floresta nativa. Agora é diferente. A principal indústria local no setor, a Florapac, utiliza 100% de madeira reflorestada na produção de MDF - chapas de fibra de média densidade. "Quando começamos a plantar eucalipto e paricá, nos anos 1990, as pessoas diziam que, com tanta árvore na floresta, não tinha por que plantar mais", relata Adriano Dagnoluzzo, um dos donos.
O reflorestamento é um avanço, mas parece ser pouco. "Já temos umas 30 pequenas fabricantes de móveis", diz Demachki. O mesmo raciocínio está sendo aplicado na agricultura: a ideia é valer-se da produção de milho e soja para implantar duas fábricas de ração. Além disso, uma área e incentivos fiscais foram concedidos ao empreendedor que busca financiamento para um frigorífico de pequenos animais.
Se essas iniciativas se concretizarem, Paragominas dará um passo ainda inédito para as cidades do interior da região. "A Amazônia não tem nenhuma base econômica organizada", afirma a geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Não há formação de cadeia produtiva completa. No passado, os produtos extraídos da floresta eram enviados à Europa. Hoje, ao Sudeste do Brasil e, cada vez mais, à China. Não há industrialização nem agregação de valor."
Na tentativa de fugir dessa sina, novos empreendimentos estão em vista. Dois hotéis foram inaugurados e um shopping center está sendo anunciado. Os agricultores - que há três anos não conseguiam acessar linhas de crédito - criaram uma cooperativa e celebram o aumento da área plantada, que, na última safra de grãos, foi de 15 mil hectares.
Cultivar mais sem desmatar novas terras só foi possível graças à implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fruto da parceria entre o Sindicato dos Produtores Rurais e a TNC. Com base em imagens de satélite e visitas às fazendas, foi feito o levantamento de mais de 90% das propriedades e determinadas, em cada uma, as áreas que deveriam ser destinadas à preservação, ao reflorestamento e à agropecuária.
Já a parceria com o Imazon permite, desde 2008, o monitoramento via satélite do território. Os relatórios mensais são enviados à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que, com base nas coordenadas geográficas, vai aos locais exatos para confirmar o desmatamento. Essa prática inibiu a destruição da floresta e, aliada ao CAR, permitiu que a cidade saísse da lista negra dos municípios desmatadores em março de 2010.
A própria presença da TNC evidencia o perfil incomum de Paragominas. Em uma região marcada por conflitos entre ambientalistas e ruralistas, a organização tem uma sala no prédio do sindicato rural. "Estamos do mesmo lado", diz Mauro Lúcio Costa, líder pecuarista. "O radicalismo acaba quando a porta é aberta", completa. E nos convida a conhecer sua propriedade.
A música country vai alta no rádio. A picape branca nova sacoleja ao sabor dos buracos na estrada de terra. A meu lado, no volante, um caubói: chapéu, cinto com fivela dourada, botas de couro. Estamos a caminho da fazenda de Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais e motorista nessa viagem. Sua propriedade é tida como um modelo para os pecuaristas da região.
Nessa parte da Amazônia, a ilegalidade é fácil de ser avistada. Pouco mais de uma hora depois de deixar Paragominas, na altura da cidade vizinha de Ulianópolis, cruzamos com um caminhão carregado de madeira. Pintura em péssimo estado, pneus velhos, toras amarradas de qualquer jeito. Sobre os troncos viajam quatro homens com cara de cansados e expostos ao sol, talvez de carona para casa em algum vilarejo à beira da estrada. As condições não deixam dúvida. Costa abaixa o volume da música antes de falar: "Estão transportando madeira ilegal".
Poucos quilômetros adiante, surge outro caminhão carregado. Dessa vez, a cena é outra. Ninguém em cima da mercadoria, apenas o motorista e um ajudante na cabine. As toras são maiores, estão presas de forma segura e protegidas por lonas laterais com o logo de uma empresa. É madeira certificada, provavelmente extraída de uma área autorizada pelos órgãos ambientais.
A ironia é que ambas deverão ser transportadas para os mesmos mercados. "A madeira desta parte do Pará abastece a região Nordeste", informa Marco Lentini, do IFT. De acordo com uma pesquisa do Imazon, a indústria madeireira na Amazônia (legal e ilegal) movimentou em 2009 um total de 4,9 bilhões de reais. O Pará responde sozinho por 45% desse valor.
"Eu não sou bandido", protesta Costa. "Sou filho e neto de produtor rural. Meu avô derrubou Mata Atlântica, e meu pai, a Amazônia, e tenho muito orgulho deles, porque fizeram isso para gerar renda, emprego, desenvolvimento." Em sua fazenda, 80% da área é de floresta intocada, conforme manda a lei federal. Nos 20% restantes, dedicados à pecuária bovina, ela atingiu uma produtividade cinco vezes maior que a média amazônica, que é de 100 quilos por hectare. O segredo é o investimento na qualidade do solo, algo que Costa tem feito desde 1990. "Chamavam-me de doido quando comecei, mas não precisa derrubar árvore para aumentar a produção."
Em mais um dia no acampamento do IFT, entramos na floresta para acompanhar de perto a extração de uma árvore de uns 40 metros de altura por meio de técnicas de manejo florestal. Tudo foi planejado: a exploração da área teve autorização dos órgãos ambientais, o levantamento prévio das espécies está feito e um intervalo de décadas será respeitado até que aquele trecho seja novamente tocado. Um dos funcionários avalia o lado para o qual os danos causados pela queda serão menores. A serra elétrica é então ligada e em poucos minutos uma árvore centenária está no chão. Em seguida um trator entra na mata para rebocar a tora pesada, atropelando a vegetação. "Aplicamos técnicas de impacto reduzido, mas isso não significa que não haja impacto", esclarece Marco Lentini, "e o estrago seria bem maior na extração convencional."
Impossível não refletir sobre a interferência humana no meio natural, ainda mais quando se leva em conta que apenas 1% da madeira originária da Amazônia é retirada por meio de técnicas de manejo. Euclides da Cunha, ao viajar pelo alto rio Purus em 1905, relatou que "a impressão dominante que tive, e talvez correspondente a uma verdade positiva, é esta: o homem, ali, é ainda um intruso pertinente. Chegou sem ser esperado nem querido - quando a natureza ainda estava arrumando o seu mais vasto e luxuoso salão. E encontrou uma opulenta desordem". A Amazônia, seja nas terras destinadas à preservação integral, seja nos municípios que esgotaram seus recursos, é um projeto em andamento. E Paragominas, um capítulo distante do fim.
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